O que é o SINIR e como o sistema nacional rastreia resíduos sólidos no Brasil

O que é o SINIR

O SINIR é a plataforma federal criada pela Lei nº 12.305/2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, para centralizar, organizar e disponibilizar publicamente os dados sobre geração, transporte, tratamento e destinação final de resíduos sólidos no Brasil. Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o SINIR funciona como a espinha dorsal da fiscalização ambiental no país: é dentro dele que se emite o MTR, o Manifesto de Transporte de Resíduos, e onde geradores, transportadores e destinadores declaram suas movimentações.

Em termos práticos, o SINIR é o lugar onde o Estado enxerga o que acontece com cada tonelada de resíduo gerado pelas atividades econômicas brasileiras. Sem o SINIR, o rastro dos resíduos se perde. Com ele, o poder público — e a sociedade — pode saber para onde vai o resíduo industrial de uma fábrica em São Paulo, o resíduo de serviço de saúde de um laboratório em Minas Gerais ou o efluente gerado por uma planta química no interior do Rio Grande do Sul.


A base legal do SINIR: da PNRS ao Decreto 10.936/2022

O SINIR não nasceu do nada. Ele é um instrumento expresso da Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos e estabeleceu a obrigatoriedade de um sistema nacional de informações capaz de sustentar o monitoramento e a avaliação das políticas de gestão de resíduos no Brasil.

Durante anos, o SINIR operou de forma fragmentada. Foi o Decreto Federal nº 10.936, publicado em 12 de janeiro de 2022, que consolidou e modernizou as regras do sistema. O decreto tornou obrigatória a integração dos sistemas de logística reversa ao SINIR, instituiu formalmente o Manifesto de Transporte de Resíduos como documento declaratório nacional e estabeleceu que a disponibilização de informações atualizadas no SINIR é condição para que estados, o Distrito Federal e municípios acessem recursos federais destinados à gestão de resíduos sólidos.

O não cumprimento das obrigações vinculadas ao SINIR pode gerar sanções que vão de irregularidade ambiental até autuações e multas que, com base na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), podem chegar a R$ 50 milhões.


Como o SINIR rastreia os resíduos na prática

O mecanismo central de rastreamento dentro do SINIR é o MTR — Manifesto de Transporte de Resíduos. Cada carga de resíduo que deixa uma empresa geradora e é encaminhada para transporte e destinação precisa ter seu próprio MTR emitido dentro do SINIR. O documento registra o gerador, o transportador, o destinador, o tipo de resíduo conforme a ABNT NBR 10004, o estado físico, a quantidade e a forma de acondicionamento.

É o gerador que tem a responsabilidade de emitir o MTR no SINIR antes que o resíduo deixe suas instalações. O transportador e o destinador, por sua vez, precisam estar cadastrados no sistema e confirmar o recebimento da carga dentro dos prazos estabelecidos. Se o destinador não der baixa no MTR no prazo, ele incorre em irregularidade ambiental e fica sujeito a autuação. Esse encadeamento de responsabilidades é o que torna o SINIR um sistema de rastreabilidade ponta a ponta, e não apenas um repositório de declarações.

Até outubro de 2024, o SINIR contava com mais de 474 mil geradores cadastrados, mais de 73 mil transportadores e mais de 28 mil unidades de destinação final. Em 2023, o sistema registrou a emissão de mais de 4 milhões de MTRs, declarando cerca de 29,3 milhões de toneladas de resíduos movimentados no país.


Quem é obrigado a usar o SINIR

A obrigatoriedade de uso do SINIR recai sobre geradores que precisam elaborar o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), transportadores de qualquer tipo de resíduo e unidades destinadoras e armazenadoras temporárias. Em resumo: qualquer empresa que gere resíduos sujeitos a licenciamento ambiental está dentro do escopo do SINIR.

Estados, o Distrito Federal e municípios também são atores do SINIR, com obrigação de enviar anualmente, até 30 de abril, as informações sobre a gestão de resíduos sólidos em sua esfera de competência. A ausência dessas informações bloqueia o acesso a transferências federais vinculadas ao setor de resíduos e saneamento.

Para empresas que operam no Estado de São Paulo, há uma particularidade relevante: a Resolução SIMA 27/2021 criou o SIGOR — Sistema Estadual de Gerenciamento Online de Resíduos Sólidos —, plataforma própria gerenciada pela CETESB que emite o MTR estadual integrado ao SINIR. Empresas paulistas devem usar o SIGOR, não o módulo federal diretamente.


SINIR e SINIR+: a evolução do sistema

O SINIR evoluiu para uma versão ampliada chamada SINIR+, que vai além do registro declaratório. O SINIR+ é uma plataforma de inteligência territorial que cruza os dados do sistema com imagens de satélite, mapas de infraestrutura logística, painéis de inventário, painéis de logística reversa e indicadores de destinação final. Ele permite visualizar, em mapa tridimensional, a localização de unidades de triagem, tratamento e disposição final em todo o país, além de identificar regiões com maior potencial para aproveitamento energético de resíduos.

O SINIR+ foi desenhado para apoiar a formulação de políticas públicas, orientar investimentos em infraestrutura e criar inteligência estratégica sobre o mercado de resíduos sólidos no Brasil. Para empresas que atuam no setor ambiental, ele representa também uma ferramenta de planejamento e análise de mercado.


Por que o SINIR importa para sua empresa

A lógica do SINIR é simples: rastreabilidade é prevenção. Quando uma empresa registra no SINIR que gerou um determinado resíduo, indicou um transportador habilitado e um destinador licenciado, ela cria uma cadeia de prova da destinação adequada. Essa cadeia protege a empresa em caso de fiscalização, auditorias ambientais, processos de certificação e due diligence em operações societárias.

Empresas que ignoram o SINIR estão, na prática, gerenciando resíduos sem comprovação documental de destinação. Em setores como o industrial, o de saúde e o químico, esse descuido pode resultar em passivos ambientais, embargos, interdições e responsabilização penal dos gestores. A pergunta deixou de ser “preciso usar o SINIR?” e passou a ser “estou usando o SINIR corretamente?”.


SINIR não é sinônimo de reciclagem — e a Seven Resíduos tampouco

Um equívoco frequente entre gestores que se deparam com o SINIR pela primeira vez é associar o sistema exclusivamente à cadeia de reciclagem. O SINIR é muito mais amplo: ele registra a destinação de resíduos perigosos Classe I, de resíduos de serviços de saúde, de resíduos industriais, de resíduos de construção civil e de uma série de outros fluxos que jamais terão como destino uma cooperativa de reciclagem.

A Seven Resíduos não é uma empresa de reciclagem. A Seven Resíduos é especialista em soluções ambientais inteligentes — uma distinção que determina o escopo, a capacidade técnica e o portfólio de serviços da empresa. Enquanto o discurso da reciclagem se aplica a uma fração dos resíduos gerados pela atividade econômica, a atuação da Seven cobre os resíduos que exigem tratamento especializado, destinação controlada e documentação técnica precisa: resíduos industriais perigosos, resíduos de serviços de saúde, resíduos químicos, efluentes líquidos, lâmpadas, pilhas e baterias, amianto, mix contaminado, entre outros.

Para cada uma dessas categorias, o SINIR é o ambiente onde a rastreabilidade se formaliza. E a Seven Resíduos opera com profundo domínio desse sistema.


Como a Seven Resíduos auxilia sua empresa no SINIR

Fundada em 17 de julho de 2017, em São Paulo, a Seven Resíduos acumulou mais de 1.870 clientes atendidos e cresceu 34,67% em 2024. Esse crescimento não é acidental: ele reflete a demanda crescente das empresas brasileiras por parceiros que compreendam a complexidade regulatória da gestão de resíduos — e que entreguem soluções, não apenas coletas.

Quando uma empresa contrata a Seven Resíduos, ela não está apenas terceirizando o transporte de resíduos. Está contratando suporte técnico para o SINIR, emissão correta de MTR, elaboração de PGRS, PGRSS e PGRCC, emissão de CDF, DMR e FDSR, além de laudos técnicos conforme a ABNT NBR 10004 e assessoria em licenciamentos junto à CETESB e ao IBAMA.

O SINIR é a plataforma. A Seven Resíduos é a inteligência que faz esse sistema funcionar a favor da sua empresa.


Sua empresa está em dia com o SINIR? Entre em contato com a Seven Resíduos e descubra como uma gestão ambiental inteligente pode transformar obrigação regulatória em vantagem competitiva.

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