O descarte de óleo lubrificante usado em SP não é uma questão operacional — é uma obrigação legal regulada pela Resolução CONAMA 362/2005. Todo gerador industrial de OLUC (óleo lubrificante usado e contaminado) é obrigado a entregar o resíduo para empresa coletora autorizada pelo IBAMA — e a empresa coletora é obrigada a encaminhar o OLUC para rerrefino ou outro processo de recuperação autorizado. Descartar OLUC em redes de esgoto, corpos d’água ou solo é crime ambiental com multas que podem chegar a R$ 50 milhões pela Lei 9.605/1998.
Neste guia, você vai entender o que a lei exige no descarte de OLUC, como diferenciar OLUC de OLUC contaminado, o que é rerrefino e o que verificar antes de contratar uma empresa de coleta e descarte de óleo lubrificante usado em SP.
O que é OLUC e por que precisa de descarte especializado
OLUC é a sigla para Óleo Lubrificante Usado e Contaminado — qualquer óleo mineral ou sintético que foi utilizado em processos industriais, motores, compressores, sistemas hidráulicos ou caixas de transmissão e perdeu suas características originais de lubrificação. No ambiente industrial, o OLUC é gerado em manutenções de equipamentos, trocas de óleo programadas e drenagem de reservatórios.
O OLUC precisa de descarte especializado por três razões:
- É resíduo Classe I perigoso: conforme a NBR 10004, o OLUC é classificado como resíduo perigoso por toxicidade (contém metais pesados como chumbo, cromo, bário acumulados durante o uso) e por inflamabilidade residual. Saiba mais sobre resíduos de manutenção industrial: lubrificantes, filtros e EPIs contaminados
- Tem destinação prioritária definida em lei: a Resolução CONAMA 362/2005 estabelece que o OLUC deve ser encaminhado preferencialmente para rerrefino — um processo industrial que recupera as características lubrificantes do óleo. A empresa coletora não pode simplesmente incinerar o OLUC sem antes verificar se o rerrefino é viável
- Integra o sistema de logística reversa: o gerador de OLUC faz parte da cadeia de logística reversa obrigatória — assim como o fabricante/importador do óleo virgem é responsável por financiar e organizar a coleta do OLUC. O gerador que não entrega o OLUC para empresa autorizada descumpre a CONAMA 362 e fica exposto a autuações da CETESB e do IBAMA
Por que o descarte de OLUC é obrigação legal — não escolha
A Resolução CONAMA 362/2005 é explícita: é proibido o descarte de OLUC em solos, corpos hídricos, redes de esgoto pluvial ou sanitário, e em qualquer lugar que possa causar danos ao meio ambiente. Um litro de OLUC descartado irregularmente pode contaminar até 1 milhão de litros de água subterrânea. As penalidades por descarte irregular incluem:
- Infração administrativa IBAMA: multa de R$ 5.000 a R$ 50 milhões por ato infratório, conforme grau de dano ambiental (Lei 9.605/1998 + Decreto 6.514/2008)
- Infração administrativa CETESB (SP): auto de infração por violação das condições da LO, com possibilidade de embargo de atividade
- Responsabilidade penal do gestor: descarte irregular de resíduo perigoso é crime ambiental com pena de 1 a 4 anos de reclusão para a pessoa física responsável (diretor ou gestor ambiental que autorizou o descarte). Saiba mais sobre conformidade ambiental e multas para indústrias em SP
O PGRS da empresa deve documentar o método de descarte do OLUC gerado — com empresa coletora identificada, frequência de coleta e método de destinação (rerrefino ou processo equivalente autorizado). Veja o que o PGRS deve conter sobre gestão de OLUC.
Que licenças uma empresa de descarte de OLUC precisa ter em SP
Para coletar e descartar OLUC legalmente em São Paulo, a empresa precisa:
- Autorização do IBAMA para coleta de OLUC: empresas coletoras de OLUC precisam de autorização específica do IBAMA para operar no sistema de logística reversa do óleo lubrificante. Esta autorização é distinta da LO CETESB e é emitida em âmbito federal. Verifique a autorização no sistema OLUC do IBAMA
- LO CETESB para coleta de resíduos Classe I: além da autorização IBAMA, a empresa precisa de Licença de Operação CETESB com escopo para coleta e transporte de resíduos Classe I em São Paulo
- RNTRC/ANTT para transporte rodoviário: o OLUC é transportado em caminhões-tanque ou em tambores, e a empresa precisa de RNTRC/ANTT com habilitação para produtos perigosos
- SIGOR ativo para MTR: o MTR deve ser emitido no SIGOR antes de cada coleta de OLUC — o manifesto rastreia o resíduo do gerador até o rerefinador ou destinador final
- Contrato com rerfinadora autorizada: a empresa coletora deve ter contrato vigente com rerefinadora ou outro destinador autorizado pelo IBAMA para o OLUC. Solicite a comprovação desse contrato antes de fechar o contrato de coleta
OLUC vs OLUC contaminado: por que a diferença importa para o descarte
Nem todo óleo lubrificante usado é igual do ponto de vista do descarte:
- OLUC (óleo lubrificante usado puro): óleo degradado pelo uso normal — acumulou metais pesados (Pb, Cr, Ba), produtos de oxidação e contaminantes típicos do processo de lubrificação. É o produto ideal para rerrefino — o processo industrial recupera as frações base do óleo. A CONAMA 362 exige que esse OLUC seja encaminhado prioritariamente para rerrefino
- OLUC contaminado (misturado com água, combustível ou resíduos sólidos): quando o OLUC é misturado com água (emulsificação), combustível diesel/gasolina, ou resíduos sólidos (lama, areia, ferrugem), perde a qualidade mínima para rerrefino. Esse material pode virar resíduo Classe I com múltiplos riscos (inflamável + tóxico + corrosivo) e sua destinação é co-processamento ou incineração controlada — ambas mais caras que o rerrefino
O impacto prático: misturar OLUC com água ou diesel durante o armazenamento temporário na planta industrial aumenta significativamente o custo de destinação e restringe as opções de tratamento. A empresa coletora séria vai identificar o estado do OLUC antes de apresentar proposta — e vai orientar o gerador sobre como armazenar corretamente para maximizar o aproveitamento no rerrefino. Para mais detalhes sobre obrigações do gerador de OLUC, veja OLUC: obrigações do gerador industrial.
Rerrefino: a destinação prioritária do OLUC pela CONAMA 362/2005
O rerrefino é o processo industrial que recupera o óleo base lubrificante a partir do OLUC — removendo metais pesados, água, combustíveis e produtos de oxidação, e restituindo ao óleo as características que permitem sua reutilização como lubrificante. A CONAMA 362/2005 estabelece o rerrefino como a destinação prioritária para o OLUC justamente porque é o processo que fecha o ciclo do produto: o óleo rerefinado retorna ao mercado como lubrificante, reduzindo a necessidade de extração de petróleo.
O que isso implica para a contratação da empresa coletora:
- A empresa coletora deve encaminhar o OLUC para rerfinadora registrada no IBAMA — não para incineração direta sem justificativa técnica
- O CDF emitido pela rerfinadora deve indicar que o OLUC foi processado para rerrefino (não apenas incinerado como resíduo genérico)
- Se o OLUC estiver contaminado ao ponto de inviabilizar o rerrefino, a empresa coletora deve fornecer laudo técnico justificando a destinação alternativa
- Gerador que contrata empresa que simplesmente incinera o OLUC sem tentar o rerrefino pode ser questionado pelo IBAMA por descumprimento da hierarquia de destinação da CONAMA 362
Como a Seven Resíduos faz o descarte de OLUC em SP
A Seven Resíduos realiza o descarte de óleo lubrificante usado em SP com conformidade total com a CONAMA 362/2005 — da coleta ao CDF do rerfinador.
- Autorização IBAMA para coleta de OLUC: autorização federal ativa para operar no sistema de logística reversa do óleo lubrificante
- Avaliação do estado do OLUC antes da coleta: o técnico da Seven verifica a presença de água, combustível ou contaminantes sólidos — e orienta sobre armazenamento correto para maximizar a qualidade do OLUC para rerrefino
- MTR emitido antes de cada coleta no SIGOR: rastreabilidade completa desde a saída da planta do cliente
- Encaminhamento para rerfinadora autorizada pelo IBAMA: o OLUC coletado é destinado a rerfinadora com autorização IBAMA vigente — com CDF indicando rerrefino como método de destinação
- CDF entregue em até 60 dias: o Certificado de Destinação Final comprova que o OLUC foi corretamente rerfinado ou destinado. Para entender como funciona a destinação geral de resíduos industriais em SP, veja empresa de descarte de resíduos industriais em SP
- CADRI quando necessário: para coletas de OLUC que envolvem movimentação interestadual ou destinadores específicos, a Seven orienta a emissão do CADRI junto à CETESB. Veja como o CADRI funciona
FAQ: perguntas frequentes sobre descarte de óleo lubrificante usado
O que é OLUC e por que precisa de descarte especializado?
OLUC (Óleo Lubrificante Usado e Contaminado) é qualquer óleo mineral ou sintético que foi utilizado em processos industriais ou veiculares e perdeu suas características originais. É resíduo Classe I perigoso por toxicidade (metais pesados acumulados) e inflamabilidade. Precisa de descarte especializado porque a Resolução CONAMA 362/2005 proíbe seu descarte no solo, água ou esgoto, e obriga o encaminhamento para empresa coletora autorizada pelo IBAMA com destinação prioritária para rerrefino.
Que documentos uma empresa de descarte de óleo lubrificante usado precisa ter?
Autorização IBAMA para coleta de OLUC no sistema de logística reversa, LO CETESB para coleta de resíduos Classe I, RNTRC/ANTT com habilitação para produtos perigosos, SIGOR ativo para MTR e contrato vigente com rerfinadora ou destinador autorizado pelo IBAMA. Exija o comprovante de autorização IBAMA — é o documento que distingue empresa legalmente habilitada de coletor irregular.
É proibido descartar óleo lubrificante usado no esgoto ou no solo?
Sim. A Resolução CONAMA 362/2005 proíbe expressamente o descarte de OLUC em solos, corpos hídricos, redes de esgoto e em qualquer lugar que possa causar dano ambiental. Um litro de óleo pode contaminar até 1 milhão de litros de água subterrânea. O descarte irregular é crime ambiental com multa administrativa de até R$ 50 milhões e pena de reclusão de 1 a 4 anos para a pessoa física responsável.
Qual a diferença entre OLUC e óleo lubrificante contaminado?
OLUC puro (apenas degradado pelo uso normal) é o produto ideal para rerrefino — pode ser reprocessado e retornar ao mercado como lubrificante. OLUC contaminado (misturado com água, combustível ou resíduos sólidos) perde a qualidade para rerrefino e precisa de destinação alternativa (co-processamento ou incineração), geralmente mais cara. A distinção impacta diretamente o custo de descarte — manter o OLUC limpo no armazenamento temporário reduz o custo final.
O gerador industrial é obrigado a entregar o OLUC para coleta?
Sim. A Resolução CONAMA 362/2005 estabelece a responsabilidade compartilhada: o gerador é obrigado a segregar o OLUC, armazená-lo em condições adequadas e entregá-lo para empresa coletora autorizada pelo IBAMA. Não há limite mínimo de quantidade — qualquer volume de OLUC gerado exige gestão conforme a CONAMA 362. O PGRS da empresa deve documentar essa obrigação e identificar a empresa coletora contratada.
Descarte de OLUC em SP: o checklist antes de contratar
Contratar uma empresa de descarte de óleo lubrificante usado em SP com conformidade legal exige verificar: autorização IBAMA para coleta de OLUC, LO CETESB ativa para Classe I, RNTRC/ANTT, SIGOR ativo para MTR e contrato com rerfinadora autorizada pelo IBAMA. Empresa que não apresenta autorização IBAMA não está habilitada para o sistema de logística reversa do OLUC — e o gerador que a contratar responde solidariamente por qualquer irregularidade na destinação.
Solicite diagnóstico gratuito: a Seven Resíduos coleta o OLUC da sua planta com MTR, encaminha para rerrefino autorizado pelo IBAMA e entrega CDF em até 60 dias — conformidade completa com a CONAMA 362/2005.



