Quanto Custa o PGRS: faixas de preço e o que o investimento inclui
O PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos) é obrigatório pela Lei 12.305/2010 para toda empresa com Licença de Operação em São Paulo — e o custo varia de R$ 800 a R$ 15.000 ou mais, dependendo do porte, da complexidade dos resíduos e da necessidade de laudos laboratoriais. Entender o que compõe o preço evita pagar a mais por serviço incompleto ou a menos por plano que não passa na CETESB.
Faixas de preço por porte (SP 2026)
| Porte da empresa | Nº de tipos de resíduos | Faixa do PGRS | Inclui ART | Prazo médio |
|---|---|---|---|---|
| Micro/Pequena (até 50 funcionários) | 3–5 tipos | R$ 800–2.500 | Sim | 15–30 dias |
| Média (50–200 funcionários) | 5–10 tipos | R$ 2.500–6.000 | Sim | 30–45 dias |
| Grande (200+ funcionários) | 10–20 tipos | R$ 6.000–12.000 | Sim | 45–60 dias |
| Grande com Classe I complexo | 15+ tipos + laudos | R$ 10.000–15.000+ | Sim | 60–90 dias |
O que determina o preço:
- Número de tipos de resíduos — cada resíduo precisa ser classificado, inventariado e ter rota de destinação definida
- Necessidade de laudos laboratoriais — se o resíduo não está nas listas da NBR 10004, precisa de ensaio (R$ 800–3.000 por amostra)
- Complexidade do processo produtivo — mais etapas = mais resíduos = mais trabalho
- ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) — obrigatória, inclusa no preço de consultoria séria
O que deve estar incluso no PGRS
Um PGRS completo e válido perante a CETESB deve conter:
- ☐ Descrição do empreendimento — atividade, porte, processo produtivo
- ☐ Inventário de resíduos — todos os tipos, com código NBR 10004, classe, quantidade
- ☐ Plano de segregação na origem — recipientes, pontos de coleta, incompatibilidades
- ☐ Plano de acondicionamento e armazenamento — conformidade com NBR 11174 e NBR 12235
- ☐ Destinadores contratados — com CADRI, CNPJ e método de destinação
- ☐ Metas de redução — mensuráveis, conforme PNRS Art. 21
- ☐ Programa de treinamento — para operadores que manuseiam resíduos
- ☐ ART do responsável técnico — registrada no CREA ou CFQ
Se algum desses itens estiver faltando, o PGRS não é válido. A CETESB verifica na vistoria de renovação de LO.
Quem pode elaborar o PGRS
O PGRS deve ser elaborado por profissional habilitado com registro no CREA (engenheiro ambiental, químico, sanitarista) ou CFQ (químico). A ART é obrigatória — PGRS sem ART é considerado inexistente pela CETESB. O profissional deve estar habilitado no SIGOR.
Opções de contratação:
| Opção | Custo | Vantagem | Desvantagem |
|---|---|---|---|
| Consultoria ambiental independente | R$ 800–15.000 | Especialização, ART inclusa | Custo adicional ao contrato de gestão |
| Empresa de gestão integrada (ex: Seven) | Incluso no contrato | PGRS + coleta + destinação integrados | Requer contrato de gestão |
| Profissional autônomo (PJ) | R$ 500–3.000 | Menor custo | Pode não ter experiência no setor |
| Equipe interna | Custo de salário | Conhecimento da operação | Precisa de profissional habilitado no quadro |
Quando o investimento se paga
O PGRS não é custo — é investimento que se paga em conformidade e redução de custo operacional:
Cenário 1 — Empresa sem PGRS:
- LO não é renovada → empresa opera sem licença → multa CETESB R$ 1.000–50.000 (mínimo) + risco criminal Art. 60 Lei 9.605
- Custo da multa > custo do PGRS em 100% dos casos
Cenário 2 — Empresa com PGRS desatualizado:
- Vistoria identifica divergência → exigência complementar → atraso de 30-90 dias na renovação → risco de operar com LO vencida
- Custo da atualização: R$ 500–2.000 (revisão, não elaboração do zero)
Cenário 3 — Empresa com PGRS e segregação bem implementada:
- Redução de 30-50% no custo de destinação por evitar contaminação cruzada
- Receita de venda de recicláveis (sucata, plástico, papelão) que antes iam como resíduo misto
- ROI do PGRS em 3-6 meses
PGRS simplificado vs. completo
A PNRS (Lei 12.305) permite PGRS simplificado para microempresas (Art. 21 §2°). Mas em SP, a CETESB pode exigir PGRS completo conforme o tipo de resíduo — mesmo para empresas pequenas que geram Classe I.
| Tipo | Para quem | Conteúdo | Custo |
|---|---|---|---|
| Simplificado | ME/EPP com resíduos Classe II apenas | Inventário básico + destinadores | R$ 800–1.500 |
| Completo | Qualquer empresa com Classe I | Inventário + laudos + segregação + metas | R$ 2.500–15.000 |
Frequência de revisão e custo de atualização
O PGRS deve ser revisado:
- Anualmente — revisão de quantidades e destinadores
- A cada mudança de processo, insumo ou destinador
- Antes da renovação de LO — obrigatoriamente
Custo de revisão: R$ 500–2.000 (muito menor que a elaboração inicial).
Checklist: o que exigir na proposta de PGRS
- ☐ ART inclusa no preço
- ☐ Inventário de resíduos completo (todos os setores, não apenas produção)
- ☐ Classificação NBR 10004 com laudo quando necessário
- ☐ Plano de segregação documentado
- ☐ Destinadores identificados com CADRI
- ☐ Metas de redução mensuráveis
- ☐ Programa de treinamento com registro
- ☐ Prazo de entrega definido
Seven Resíduos: PGRS integrado à gestão
A Seven Resíduos elabora o PGRS como parte da gestão integrada de resíduos:
- PGRS com ART inclusa — elaboração ou revisão
- Inventário de resíduos integrado ao PGRS
- Classificação NBR 10004 com coordenação de laudos
- Plano de segregação implementável
- Revisão anual e antes de cada renovação de LO
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FAQ
Quanto custa o PGRS para uma indústria metalúrgica de médio porte?
Para uma metalúrgica com 5–10 tipos de resíduos (OLUC, fluidos de corte, embalagens, limalha), a faixa é R$ 2.500–6.000, incluindo ART. Se precisar de laudo de classificação (NBR 10005/10006/10007), adicionar R$ 800–3.000 por amostra.
PGRS sem ART é válido perante a CETESB?
Não. A CETESB considera PGRS sem ART como inexistente. O responsável técnico deve ter registro no CREA ou CFQ e a ART deve estar vinculada ao PGRS. Qualquer proposta de PGRS sem ART é incompleta.
Com que frequência devo atualizar o PGRS?
Revisão anual obrigatória. Atualização imediata em caso de mudança de processo, novo resíduo ou troca de destinador. Revisão obrigatória antes de cada renovação de LO. O custo de revisão (R$ 500–2.000) é muito menor que a elaboração inicial.
Empresa de pequeno porte pode fazer PGRS simplificado?
A Lei 12.305 permite PGRS simplificado para ME/EPP, mas em SP a CETESB pode exigir PGRS completo se a empresa gera resíduos Classe I. Na prática, o tipo de resíduo define a exigência — não o porte da empresa.
O investimento no PGRS se paga?
Sim. O PGRS com segregação bem implementada reduz o custo de destinação em 30-50% (evita contaminação cruzada). A multa mínima da CETESB por operar sem PGRS (R$ 1.000+) já supera o custo de um PGRS simplificado. ROI típico: 3-6 meses.
O PGRS é o investimento de menor custo e maior retorno na gestão ambiental de uma indústria. O preço varia conforme porte e complexidade, mas em todos os cenários é menor que o custo de operar sem ele.



