Coleta de Resíduos Perigosos em Paulínia SP: o que exigir do transportador
Paulínia concentra o maior volume de resíduos Classe I por km² da Região Metropolitana de Campinas — resultado direto da REPLAN e do cluster petroquímico. A PNRS (Lei 12.305/2010) e a regulamentação da CETESB definem as obrigações. A coleta desses resíduos exige veículos dedicados, documentação acima do padrão e frequência compatível com o volume gerado. Transportar catalisadores gastos, borras de fundo de tanque ou solventes halogenados não é coleta convencional — é operação de risco que precisa de RNTRC, MOPP, ficha de emergência e MTR no SIGOR antes de cada carregamento.
Tipos de coleta por resíduo petroquímico
| Resíduo | Código NBR 10004 | Veículo | Acondicionamento | Frequência |
|---|---|---|---|---|
| Catalisadores gastos | K172 | Caminhão baú fechado | Big bags ou tambores 200L | Conforme campanha |
| Borras de fundo de tanque | K051/K052 | Caminhão tanque ou caçamba estanque | Granel ou tambores | Semanal a quinzenal |
| Solventes halogenados | F001/F002 | Baú fechado, sinalizado | Tambores 200L estanques | Quinzenal a mensal |
| Efluentes oleosos | D001 | Caminhão tanque | Granel | Semanal |
| Lamas de ETE industrial | F006 | Caçamba estanque | Granel ou big bags | Quinzenal |
| Embalagens contaminadas | D001-D043 | Baú ou caçamba coberta | Bags ou pallets | Mensal |
Todos exigem CADRI do destinador verificado no SIGOR, RNTRC do transportador e MOPP do motorista. Classificação pela NBR 10004 define o código e, consequentemente, o veículo e acondicionamento.
Documentação obrigatória para coleta em Paulínia
- CADRI do destinador — um por tipo de resíduo, vigente no SIGOR
- RNTRC do transportador — habilitado para carga perigosa
- MOPP do motorista — válido
- MTR emitido no SIGOR antes do carregamento
- Ficha de Emergência no veículo durante todo o transporte
- CDF em até 30 dias após destinação
- PAE (Plano de Atendimento a Emergências) da empresa geradora — verificado pela CETESB
Riscos específicos da coleta em Paulínia
Volume alto + alta periculosidade: empresas petroquímicas geram toneladas de Classe I por mês. A coleta programada com frequência semanal ou quinzenal é indispensável — coleta avulsa não atende.
Incompatibilidades químicas no transporte: solventes halogenados e não halogenados devem ser transportados separadamente. Ácidos e bases nunca no mesmo compartimento. A segregação na origem determina o protocolo de coleta.
Múltiplos CADRIs: empresas de Paulínia geralmente têm 3 a 8 tipos de resíduos Classe I diferentes, cada um com CADRI e destinador específico. A gestão desses CADRIs é operação administrativa significativa — gestão integrada simplifica.
Coleta programada: obrigatória para Paulínia
| Programada | Avulsa |
|---|---|
| Custo menor por kg | Custo maior por mobilização |
| Frequência cumpre o PGRS | Difícil manter conformidade |
| Inventário atualizado automaticamente | Dados fragmentados |
| Renovação de LO sem pendências | Documentação desorganizada |
| Rotas e veículos planejados | Disponibilidade incerta |
Para petroquímica em Paulínia, coleta programada não é opção — é a única forma viável de manter conformidade com o volume gerado.
Posto CETESB de Campinas
Paulínia é fiscalizada pelo Posto CETESB de Campinas. Na vistoria, verifica MTRs, CADRIs, CDFs, PAE e inventário de resíduos perigosos. A frequência de fiscalização em Paulínia é proporcional ao risco do polo petroquímico.
Checklist
- ☐ CADRI verificado no SIGOR — um por tipo de resíduo
- ☐ RNTRC + MOPP do transportador/motorista
- ☐ MTR antes de cada coleta
- ☐ Ficha de emergência no veículo
- ☐ CDF em até 30 dias
- ☐ Frequência compatível com volume (semanal/quinzenal)
- ☐ Segregação incompatíveis garantida
- ☐ PAE da empresa atualizado
Seven Resíduos em Paulínia
A Seven Resíduos atende Paulínia com coleta programada de resíduos perigosos petroquímicos:
- Veículos habilitados (RNTRC + MOPP) para catalisadores, borras, solventes, efluentes
- CADRI válido para múltiplos tipos de Classe I
- MTR no SIGOR antes de cada coleta, CDF em até 30 dias
- Gestão integrada de resíduos perigosos em Paulínia
- Coordenação de múltiplos destinadores (incineração, co-processamento, aterro)
- Destinação adequada de resíduos perigosos
Solicite cotação de coleta programada para Paulínia
FAQ
Com que frequência coletar resíduos petroquímicos em Paulínia?
Depende do volume, mas empresas petroquímicas de médio e grande porte precisam de coleta semanal a quinzenal para borras e efluentes oleosos. Catalisadores podem ter frequência por campanha. A frequência deve estar no PGRS.
Solventes halogenados e não halogenados podem ser coletados juntos?
Não. Devem ser transportados em recipientes e compartimentos separados. Misturar obriga que todo o volume vá para incineração >1.100°C (R$ 8–15/kg) em vez de co-processamento (R$ 2–4/kg) para os não halogenados.
Qual CETESB fiscaliza Paulínia?
Posto CETESB de Campinas — responsável por toda a RMC incluindo Paulínia. A fiscalização em Paulínia tende a ser mais frequente que em municípios com menor risco ambiental.
Empresa petroquímica precisa de PAE para coleta?
O PAE é exigido para a atividade da empresa, não especificamente para a coleta. Porém, o PAE deve incluir procedimentos para emergências durante coleta e transporte de resíduos perigosos dentro das instalações.
Quantos CADRIs uma petroquímica em Paulínia normalmente tem?
Entre 3 e 8 CADRIs diferentes, cada um para um tipo de resíduo (catalisadores, borras, solventes halogenados, não halogenados, efluentes, lamas, embalagens). Empresas com processos mais complexos podem ter 10+. Ver guia de custos.
A coleta de resíduos perigosos em Paulínia opera em nível de exigência proporcional ao polo petroquímico. Veículos dedicados, CADRIs múltiplos, segregação rigorosa e frequência programada são a base.



