Quanto Custa a Coleta de Resíduos Industriais em SP: fatores e faixas por setor
O custo de coleta de resíduos industriais em São Paulo é composto por três elementos: frete (deslocamento do veículo), mobilização (preparação, documentação, MTR) e destinação (o que acontece com o resíduo depois). Para resíduos Classe I, o veículo habilitado (RNTRC + MOPP) e o CADRI do destinador adicionam custos que não existem para Classe II.
Faixas de custo de coleta por tipo de serviço (SP 2026)
| Tipo de coleta | Faixa por evento | Faixa por kg | Observação |
|---|---|---|---|
| Coleta avulsa Classe I (evento único) | R$ 800–2.500 | R$ 3–8/kg | Inclui mobilização + frete + MTR |
| Coleta programada Classe I (contrato mensal) | R$ 400–1.500/mês | R$ 1,50–5/kg | Volume comprometido reduz preço |
| Coleta Classe II reciclável | R$ 0–500 | R$ 0–1/kg | Pode gerar receita (sucata, plástico) |
| Coleta OLUC (rerrefino) | R$ 0–300 | R$ 0–0,50/kg | Custo zero ou mínimo (CONAMA 362) |
| Coleta emergencial Classe I | R$ 1.500–5.000 | R$ 5–15/kg | Mobilização urgente + frete premium |
Fatores que determinam o preço
1. Classe do resíduo
Classe I exige veículo com RNTRC, motorista com MOPP, MTR no SIGOR e ficha de emergência. Classe II não exige RNTRC/MOPP — custo de coleta significativamente menor.
2. Volume e frequência
Coleta de 5 toneladas/mês custa menos por kg que 200 kg/mês. Contrato anual com frequência fixa é mais econômico que coletas avulsas.
3. Distância do destinador
O frete é proporcional à distância. Indústrias no interior de SP pagam mais frete que empresas na Grande SP — onde a densidade de destinadores é maior.
4. Tipo de veículo
Caminhão tanque (para líquidos), caçamba estanque (para lamas) e baú fechado (para sólidos) têm custos operacionais diferentes. Tanques custam mais que baús.
5. Segregação na origem
Resíduos bem segregados permitem coleta otimizada — um veículo por tipo. Resíduos misturados exigem separação posterior ou coleta individual — custo maior.
Custo mensal por perfil de empresa
| Perfil | Geração mensal | Custo coleta mensal | Custo destinação mensal | Total |
|---|---|---|---|---|
| Metalúrgica pequena (GRU) | 300 kg Classe I + OLUC | R$ 500–1.000 | R$ 500–1.500 | R$ 1.000–2.500 |
| Galvânica média (ABC) | 2 ton lamas + banhos | R$ 1.000–2.000 | R$ 8.000–15.000 | R$ 9.000–17.000 |
| Autopeças (Indaiatuba) | 500 kg borras + solventes | R$ 600–1.200 | R$ 2.000–4.000 | R$ 2.600–5.200 |
| Pharma (Osasco) | 1 ton solventes + embalagens | R$ 800–1.500 | R$ 6.000–12.000 | R$ 6.800–13.500 |
| CD logístico (GRU) | 200L OLUC + embalagens | R$ 300–600 | R$ 300–800 | R$ 600–1.400 |
Coleta programada vs. avulsa: impacto no custo
| Critério | Programada | Avulsa |
|---|---|---|
| Custo por kg | 30-50% menor | Base de referência |
| Mobilização | Diluída no contrato | Cobrada por evento |
| Previsibilidade | Custo fixo mensal | Custo variável |
| Conformidade | Frequência cumpre o PGRS | Risco de divergência |
| Inventário | Atualizado automaticamente | Exige consolidação manual |
| Renovação LO | Documentação pronta | Requer organização |
Para empresas com geração constante, a coleta programada é a melhor relação custo × conformidade.
Como negociar coleta programada
- Consolide volume — negocie com base no volume anual comprometido, não por coleta
- Defina frequência — mensal, quinzenal ou semanal conforme geração
- Inclua MTR + CDF no contrato — sem custo adicional
- Compare por R$/kg total (coleta + destinação) — não apenas coleta isolada
- Peça referências no mesmo setor — ver critérios de escolha de empresa
Checklist: antes de contratar coleta
- ☐ CADRI do destinador verificado no SIGOR
- ☐ RNTRC + MOPP para Classe I
- ☐ MTR antes de cada coleta (cláusula contratual)
- ☐ CDF em até 30 dias (cláusula contratual)
- ☐ Frequência compatível com PGRS
- ☐ Preço por R$/kg total (coleta + destinação)
- ☐ Segregação na origem implementada
Seven Resíduos: coleta programada em SP
A Seven Resíduos oferece coleta programada em toda a Grande SP e interior:
- Base em Guarulhos — atendimento no mesmo dia
- Cobertura: ABC, Campinas, Osasco, Jundiaí, Paulínia, Americana
- Cotação transparente por R$/kg total
- MTR + CDF inclusos no contrato
Solicite cotação de coleta programada
FAQ
Quanto custa coleta de OLUC em SP?
OLUC para rerrefino (CONAMA 362) tem custo zero ou mínimo (R$ 0–0,50/kg). Rerrefinadores têm interesse comercial no óleo — podem absorver o custo de coleta. A condição é segregar corretamente — OLUC contaminado com solvente perde essa rota.
Coleta emergencial custa mais?
Sim. Mobilização urgente + disponibilidade de veículo habilitado fora da programação resulta em custo 2-3x maior que coleta programada. A coleta programada elimina a necessidade de emergenciais na maioria dos casos.
Posso contratar só coleta sem destinação?
Tecnicamente sim, mas não é recomendado. O gerador precisa de CADRI, MTR e CDF — que dependem do destinador. Contratar coleta + destinação integrada simplifica a documentação e reduz o risco de lacuna.
Coleta de Classe II precisa de RNTRC?
Não. RNTRC habilitado para carga perigosa é obrigatório apenas para Classe I. Classe II pode ser coletada por veículo convencional. O MTR no SIGOR, porém, é obrigatório para ambas as classes em SP.
Como a segregação reduz o custo de coleta?
Resíduos bem segregados permitem que o prestador otimize rotas e veículos. OLUC separado = custo zero (rerrefino). Reciclável limpo = receita. Misturar tudo = tudo vira Classe I = custo máximo.
O custo de coleta é gerenciável quando a empresa tem segregação na origem, volume comprometido em contrato e frequência compatível com o PGRS. A diferença entre coleta avulsa e programada pode ser de 30-50% no custo por kg.



