Armazenamento temporário e disposição final de resíduos: a diferença que sua empresa não pode ignorar

Existe uma confusão que custa caro a muitas empresas brasileiras. Gestores industriais, responsáveis técnicos de clínicas, coordenadores de obras e administradores de laboratórios tratam o armazenamento de resíduos como se fosse a etapa final do problema. Acumulam material em área interna, aguardam a coleta e consideram o assunto encerrado. Não está. O que essas empresas estão fazendo, sem perceber, é misturar dois conceitos com obrigações legais completamente distintas — e essa confusão pode resultar em multas, passivos ambientais e responsabilização criminal.
Entender a diferença entre armazenamento de resíduos e disposição final não é questão de tecnicidade acadêmica. É uma obrigação prática de qualquer empresa que gera resíduos no Brasil.

Resíduos perfurocortantes: normas para descarte de agulhas, bisturis e materiais pontiagud

Todo dia, em hospitais, clínicas, laboratórios e consultórios odontológicos espalhados pelo Brasil, toneladas de materiais capazes de cortar e perfurar são geradas, manuseadas e, muitas vezes, descartadas de forma errada. Agulhas usadas, lâminas de bisturi, seringas, cateteres, micropipetas e ampolas de vidro compõem uma categoria de resíduo que exige atenção redobrada: os perfurocortantes.