DARS CETESB: prazo, quem declara e como preencher no SIGOR
Entenda o que é a DARS CETESB, quem é obrigado a declarar, qual o prazo de entrega e como preencher corretamente no sistema SIGOR. Guia completo e atualizado.
Entenda o que é a DARS CETESB, quem é obrigado a declarar, qual o prazo de entrega e como preencher corretamente no sistema SIGOR. Guia completo e atualizado.
A maioria das empresas só descobre o problema quando o fiscal já está na porta.
Coletar resíduos perigosos e transportar resíduos perigosos não são a mesma coisa. São etapas distintas, com obrigações legais distintas, responsáveis distintos e documentações distintas. Confundir as duas não é apenas um erro operacional. É um passivo ambiental esperando para virar multa, embargo ou processo criminal.
Existe um documento que aparece no centro de quase toda autuação ambiental lavrada pela CETESB e pelo IBAMA contra empresas geradoras de resíduos. Não é o PGRS. Não é o MTR. É o Laudo NBR 10004 — ou melhor, a ausência dele.
Toda semana, em depósitos, almoxarifados e corredores de empresas brasileiras, pilhas gastas, baterias descarregadas e lâmpadas queimadas se acumulam em caixas de papelão, sacolas plásticas ou simplesmente no chão. Sem etiqueta. Sem separação. Sem destino definido. O problema não é a falta de espaço. É a falta de informação sobre o que esses três materiais têm em comum: todos são resíduos perigosos, e o descarte inadequado de qualquer um deles é infração ambiental com penalidades previstas em lei.
Existe uma linha muito clara no universo da gestão ambiental brasileira. De um lado, as empresas que conhecem suas obrigações, operam com documentação em ordem e dormem tranquilas quando o fiscal bate na porta. Do outro, as que descobrem o custo da irregularidade apenas quando a autuação já chegou. O PGRS — Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos — é, com frequência, o documento que determina de qual lado uma empresa está.
Toda empresa que utiliza tintas, vernizes, solventes ou produtos afins em seus processos produtivos gera, inevitavelmente, um tipo de descarte que a legislação brasileira trata com rigor técnico e legal. Não estamos falando de sobras inofensivas que podem seguir para o lixo comum. Estamos falando de resíduos perigosos (Classe I) — materiais que, quando manejados e descartados de forma inadequada, contaminam o solo, os lençóis freáticos e colocam em risco a saúde de trabalhadores e comunidades inteiras.
A maioria das empresas descobre que tem um problema sério na gestão de resíduos da mesma forma: quando o fiscal bate na porta. Até esse momento, o tema vive num limbo organizacional — não é prioridade da produção, não é prioridade do financeiro e não é prioridade do jurídico. É tarefa de ninguém, até virar problema de todos.