Empresa de Descarte de Resíduos Perigosos em Campinas SP: rotas por setor
A Região Metropolitana de Campinas gera resíduos perigosos com perfil distinto do ABC Paulista — aqui o desafio não é galvanoplastia, mas solventes farmacêuticos, catalisadores petroquímicos de Paulínia e resíduos de processo eletrônico de Hortolândia. Cada tipo exige uma rota de descarte específica, com destinador habilitado e documentação que a CETESB verifica em cada renovação de licença.
Este guia detalha as rotas de descarte por setor na RMC, faixas de custo, o que verificar no destinador e a documentação obrigatória.
Resíduos perigosos da RMC e suas rotas de descarte
| Setor | Resíduo típico | Código NBR 10004 | Rota de descarte | R$/kg |
|---|---|---|---|---|
| Farmacêutico | Solventes grau farmacêutico | F001-F005 | Incineração | R$ 6–12 |
| Farmacêutico | Medicamentos vencidos/rejeitados | D001-D043 | Incineração | R$ 6–12 |
| Petroquímico (Paulínia) | Catalisadores gastos | K172 | Co-processamento ou recuperação | R$ 2–5 |
| Petroquímico | Borras de fundo de tanque | K051/K052 | Incineração ou co-processamento | R$ 3–8 |
| Tecnologia (Hortolândia) | Resíduos processo eletrônico | D001 | Incineração | R$ 5–10 |
| Metalurgia (Sumaré) | OLUC, fluidos de corte | D001 | Rerrefino (CONAMA 362) | R$ 0–0,50 |
| Têxtil (Americana) | Lamas de tinturaria | F006 | Tratamento físico-químico + aterro | R$ 4–8 |
| Todos | Embalagens contaminadas | D001-D043 | Descontaminação ou incineração | R$ 1,50–3 |
A classificação pela NBR 10004 é o que determina a rota — não o setor industrial nem a preferência do gestor.
O que verificar no destinador para resíduos da RMC
1. CADRI específico por código de resíduo
O destinador deve ter CADRI válido no SIGOR para cada código NBR 10004 dos seus resíduos. Solventes farmacêuticos (F001) e borras petroquímicas (K051) exigem CADRIs e geralmente destinadores diferentes.
2. Experiência documentada com o setor
Para farmacêutico: rastreabilidade lote→CDF. Para petroquímico: capacidade para alto volume de Classe I. Peça referências.
3. LO para o método correto
Incineração, co-processamento e tratamento físico-químico exigem LOs diferentes. Verifique que o destinador tem LO para a rota do seu resíduo.
4. MTR antes da coleta + CDF em até 30 dias
Padrão obrigatório — verificar em contrato.
Farmacêutico em Campinas: descarte com rastreabilidade
A indústria farmacêutica de Campinas e Hortolândia gera resíduos que exigem protocolos acima do padrão:
- Solventes grau farmacêutico — classificados como F001 (halogenados) ou F003/F005 (não halogenados). Halogenados vão obrigatoriamente para incineração >1.100°C. Não halogenados podem ir para co-processamento
- Medicamentos vencidos e lotes rejeitados — Classe I por toxicidade. Destinação por incineração com rastreabilidade do lote de produção até o CDF
- Embalagens primárias — contato com princípios ativos = Classe I. Descontaminação certificada antes de reciclagem ou incineração direta
A ANVISA e a CETESB podem solicitar rastreabilidade inversa — do CDF ao lote de produção. Sem essa cadeia documentada, a empresa fica exposta em auditoria.
Paulínia: descarte de alto volume petroquímico
O polo petroquímico de Paulínia gera resíduos em volume e complexidade acima da média da RMC:
- Catalisadores gastos (K172) — podem ter metais nobres recuperáveis (platina, paládio). A rota pode ser recuperação de metais (receita) ou co-processamento (custo). Avaliar viabilidade econômica antes de definir
- Borras de fundo de tanque (K051/K052) — teor de halogênio define se vai para co-processamento (<1%) ou incineração (>1%)
- Efluentes oleosos — tratamento físico-químico antes de destinação. Volume alto exige coleta programada semanal
Para empresas de Paulínia com múltiplos tipos de Classe I, a gestão integrada com coordenação de múltiplos destinadores é mais eficiente que contratos individuais.
Custo de descarte na RMC por perfil de empresa
| Perfil | Geração mensal | Custo mensal estimado |
|---|---|---|
| Farmacêutica média (solventes + embalagens) | 1 ton solventes + 500 kg embalagens | R$ 8.000–15.000 |
| Petroquímica grande (Paulínia) | 5+ ton mix Classe I | R$ 15.000–50.000 |
| Metalúrgica (Sumaré/Americana) | 500L OLUC + embalagens | R$ 500–1.500 |
| Tech (Hortolândia) | 200 kg mix + baterias | R$ 1.500–3.000 |
| Têxtil (Americana) com lamas | 2 ton lamas + solventes | R$ 10.000–20.000 |
A segregação na origem é o principal fator de redução — resíduos misturados são reclassificados para a rota mais cara. Ver guia de custos completo.
Documentação exigida pela CETESB para descarte na RMC
O Posto CETESB de Campinas verifica na renovação de LO:
- MTRs emitidos nos últimos 12 meses — coerentes com o inventário de resíduos
- CADRIs de todos os destinadores — vigentes e específicos
- CDFs correspondentes a cada MTR — arquivados por 5 anos
- PGRS com plano de descarte atualizado
- Para Paulínia: PAE e inventário detalhado de resíduos perigosos
Checklist: descarte de resíduos perigosos na RMC
- ☐ Resíduos classificados NBR 10004 com código e classe
- ☐ Rota definida por tipo — incineração, co-processamento ou aterro
- ☐ CADRI verificado no SIGOR — um por tipo de resíduo
- ☐ Segregação na origem — halogenados separados de não halogenados
- ☐ MTR antes de cada coleta + CDF em até 30 dias
- ☐ Rastreabilidade lote→CDF (farmacêutico)
- ☐ Inventário atualizado
- ☐ PGRS com plano de descarte
Seven Resíduos na RMC: descarte para todos os setores
A Seven Resíduos atende toda a Região Metropolitana de Campinas com descarte especializado por setor:
- CADRI para solventes farmacêuticos, catalisadores, OLUC, borras, lamas, embalagens
- Coordenação de múltiplos destinadores (incineração, co-processamento, rerrefino, aterro)
- Coleta programada na RMC
- MTR no SIGOR antes de cada coleta, CDF em até 30 dias
- Rastreabilidade para setor farmacêutico
Solicite cotação de descarte para resíduos perigosos na RMC
FAQ: Perguntas frequentes
Solvente farmacêutico halogenado pode ir para co-processamento?
Não. Solventes halogenados com teor acima de 1% são proibidos em co-processamento (CONAMA 264/1999). A rota obrigatória é incineração em temperatura acima de 1.100°C. A classificação do solvente (halogenado vs. não halogenado) determina a rota e o custo.
Catalisadores gastos de Paulínia têm valor de recuperação?
Depende da composição. Catalisadores com metais nobres (platina, paládio, ródio) podem ser enviados para recuperação — o que gera receita em vez de custo. Catalisadores sem metais recuperáveis vão para co-processamento. A análise de viabilidade econômica deve ser feita antes da definição da rota.
Qual Posto CETESB fiscaliza o descarte em Campinas?
O Posto CETESB de Campinas é responsável por todos os 21 municípios da RMC, incluindo Paulínia, Hortolândia, Americana, Sumaré e Jundiaí. A documentação de descarte (MTR, CDF, CADRI) é verificada na renovação de LO e em vistorias de rotina.
Lamas de tinturaria de Americana são Classe I?
Depende da caracterização laboratorial. Lamas com metais pesados (cromo, cobre, cobalto) acima dos limites da NBR 10004 são Classe I. A única forma de confirmar é laudo de classificação. Destinar como Classe II sem laudo é risco de autuação.
Como reduzir custo de descarte de resíduos farmacêuticos?
Segregar rigorosamente halogenados de não halogenados — não halogenados podem ir para co-processamento (R$ 2–4/kg) em vez de incineração (R$ 6–12/kg). Essa segregação sozinha pode reduzir o custo em 50-60%. Investir em laudos de classificação também evita destinar como “pior caso”.
O descarte de resíduos perigosos na RMC reflete a diversidade industrial da região — farmacêutico, petroquímico, tech e têxtil, cada um com rotas e custos distintos. Classificação correta, segregação e documentação de destinação são a base para manter o custo previsível e a conformidade com a CETESB.
Fale com a Seven Resíduos para descarte na região de Campinas



