Coprocessamento em cimenteira: o que acontece com o resíduo da sua empresa dentro do forno

O resíduo perigoso gerado na sua fábrica não some quando o caminhão parte. Ele percorre uma cadeia técnica, documental e térmica que termina dentro de um forno rotativo operando a temperaturas que chegam a 2.000°C. Entender o que acontece nesse trajeto é a diferença entre uma empresa que gerencia seus passivos com inteligência e uma que apenas transfere o problema para outro endereço.

Quais resíduos industriais são mais usados no coprocessamento em cimenteiras

Existe uma destinação que transforma passivo ambiental em combustível. Que converte o resíduo perigoso que a sua indústria não sabe como descartar em energia para um dos processos industriais mais intensivos em calor que existem. Que elimina definitivamente o material sem gerar aterro, sem acumular passivo e sem a conta pesada das multas ambientais.

Coprocessamento em cimenteiras: como resíduos perigosos viram combustível de forma legal e rastreável

Todo mês, toneladas de resíduos perigosos gerados por indústrias paulistas deixam os pátios das fábricas com um destino preciso, documentado e ambientalmente legítimo. Não vão para aterros. Não desaparecem em transportadoras sem licença. Viram combustível. Dentro dos fornos das cimenteiras, esses passivos industriais alimentam temperaturas que superam 1.400 graus Celsius e são destruídos de forma definitiva, sem deixar passivo ambiental para trás. Esse processo tem nome, tem lei e tem rastreabilidade: chama-se coprocessamento.

Coprocessamento: Quais Resíduos Podem e Quais Não Podem Ser Coprocessados

Existe uma tecnologia de destinação de resíduos que opera a temperaturas de até 1.500°C, não gera novos resíduos no processo, substitui combustíveis fósseis, aproveita a energia e a matéria dos rejeitos industriais — e ainda está em plena conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Essa tecnologia é o coprocessamento. E apesar de já ser utilizada há mais de quatro décadas em países desenvolvidos e desde os anos 1990 no Brasil, boa parte dos gestores ambientais ainda não tem clareza sobre quais resíduos podem ou não ser destinados por essa via.