Resíduos de galvanoplastia: classificação, toxicidade e cadeia documental obrigatória

O auditor da CETESB entra na galvânica com uma lista de verificação. Ele quer saber o que acontece com os banhos exauridos, o lodo do sistema de tratamento, os resíduos de cianeto e os compostos cromados gerados no processo. O gestor apresenta contratos de coleta. O auditor pergunta pelo Laudo NBR 10004. O gestor não tem. Pergunta pelo CADRI. Não tem. Pergunta pelo FDSR que deveria acompanhar o transporte do último mês. Não tem.

Resíduos de galvanoplastia: tratamento e destinação legal

Os resíduos de galvanoplastia estão entre os mais perigosos gerados pela indústria brasileira. Presentes em setores que vão do automotivo ao de bijuterias, passando pelo aeronáutico, naval e de construção civil, esses resíduos carregam metais pesados altamente tóxicos — cromo, cianeto, níquel, cobre, cádmio, zinco — e exigem tratamento especializado, documentação regulatória completa e destinação final ambientalmente adequada. Ignorar essa obrigação não é apenas um risco ambiental. É um risco legal, financeiro e de imagem para qualquer empresa geradora.