Resíduos de serviços de tatuagem e piercing: grupo, acondicionamento e coleta obrigatória

A agulha usada acaba na caixinha amarela. A luva vai no saco branco leitoso. A tinta sobressalente, descartada com o restante do resíduo infectante. Esse é o protocolo correto. Mas em boa parte dos estúdios brasileiros, a realidade é diferente: a agulha vai no lixo comum, o saco plástico não tem a cor certa e o PGRSS nunca foi elaborado. O resultado é resíduos de tatuagem e piercing descartados como lixo doméstico, com potencial de transmissão de HIV, hepatite B e hepatite C sendo transportado nos caminhões de coleta urbana junto com embalagens de alimentos.

Resíduos do Grupo E em clínicas de estética: o que se enquadra e o que a lei exige

A fiscal da Vigilância Sanitária entrou pela porta da clínica num terça-feira comum. Sem aviso. Sem pauta prévia. O que ela encontrou foi uma agulha de preenchimento descartada em saco comum de lixo, junto com papel toalha e embalagens de produto. Resultado: auto de infração, multa aplicada e prazo para apresentação de plano de adequação. A proprietária não sabia que aquela agulha tinha classificação legal específica, cadeia documental obrigatória e destinação regulada. Achava que era lixo. A lei chama de outra forma.

O que é resíduo de saúde e por que clínicas, consultórios e laboratórios precisam de gestão especializada

Todo estabelecimento que presta atendimento à saúde humana ou animal produz, diariamente, um tipo de descarte que não pode seguir o mesmo caminho do lixo comum. Esse material tem nome, classificação legal e obrigações específicas que recaem diretamente sobre o gerador. Estamos falando do resíduo de saúde — e ignorar as regras que o envolvem é um caminho direto para autuações sanitárias, responsabilização ambiental e riscos concretos à saúde pública.

Resíduos de serviços veterinários: como clínicas e pet shops devem gerenciar o descarte

Toda vez que um veterinário aplica uma injeção, realiza uma cirurgia ou faz um curativo, o estabelecimento gera um resíduo que não pode simplesmente ir para o lixo comum. Agulhas contaminadas, tecidos biológicos, medicamentos vencidos, produtos químicos e materiais perfurocortantes exigem um tratamento específico e a lei é clara sobre isso. Para organizar todo esse processo, existe um documento obrigatório chamado PGRSS (Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde), que se aplica diretamente a clínicas veterinárias, hospitais veterinários e pet shops com atendimento clínico.