MTR para resíduos não perigosos: quando ele é obrigatório mesmo sendo Classe II

O gerente ambiental da indústria estava convicto. “Isso aqui é Classe II-A, não perigoso, não precisa de MTR.” O caminhão saiu. O resíduo foi descartado sem manifesto, sem rastreabilidade, sem Certificado de Destinação Final. Três meses depois, uma fiscalização da CETESB cruzou os dados do PGRS com as movimentações registradas no SIGOR. A lacuna estava ali, visível: toneladas de resíduo movimentadas sem o MTR correspondente. O auto de infração não perguntou se o material era perigoso ou não. Perguntou se a empresa estava obrigada a emitir o documento — e estava.

O que é passivo ambiental e como resíduos mal gerenciados constroem um dentro da sua empresa

A empresa funciona há anos. Paga impostos, cumpre obrigações trabalhistas, mantém o CNPJ ativo. Mas em algum lugar da operação — nos tambores sem identificação no fundo do galpão, nas notas fiscais de descarte que nunca chegaram, no PGRS desatualizado guardado numa pasta que ninguém abre — um passivo ambiental foi sendo construído silenciosamente. Tijolo por tijolo. Resíduo por resíduo. Sem que ninguém dentro da empresa tenha percebido o tamanho do problema que estava crescendo.

Resíduos de borras oleosas em oficinas mecânicas: Classe I, documentação e erros que geram interdição

A oficina estava funcionando normalmente. Troca de óleo, manutenção de motor, substituição de filtros. No fim do dia, as estopas sujas, os filtros usados e o fundo escuro do recipiente de drenagem foram descartados junto com o lixo comum. Três semanas depois, um fiscal da CETESB chegou com auto de infração, embargo das atividades e o início de um processo que consumiu meses e dezenas de milhares de reais. O motivo: resíduos de borras oleosas tratados como se fossem resíduo doméstico.

Por Que Resíduos Contaminados com Óleo Não Podem Ser Descartados como Lixo Comum

Toda semana, algum gestor de fábrica no Brasil toma uma decisão aparentemente barata e prática: joga a estopa encharcada de óleo na mesma caçamba do lixo doméstico. Parece inofensivo. Parece racional. É, na verdade, um erro que pode custar até R$ 50 milhões em multas, paralisar operações inteiras e expor diretores a resposta criminal. O problema não está na estopa. Está em desconhecer o que ela se torna depois que o óleo a atravessa.

CETESB ou IBAMA: quem fiscaliza sua empresa e o que isso significa na prática

Toda empresa que gera resíduos, emite poluentes ou utiliza recursos naturais em sua operação está sujeita à fiscalização ambiental. A dúvida que paralisa muitos gestores não é se serão fiscalizados, mas por quem. CETESB ou IBAMA? Estadual ou federal? Um ou os dois ao mesmo tempo? Entender essa distinção não é exercício acadêmico. É uma obrigação de quem não quer ser surpreendido por um auto de infração — ou por uma multa que pode chegar a dezenas de milhões de reais.

O que é o MTR e por que sua empresa pode ser multada sem ele

Toda empresa gera resíduos. A fábrica que processa componentes metálicos, o hospital que atende pacientes diariamente, o laboratório que conduz análises clínicas, a construtora que ergue edifícios — todas produzem material residual que precisa, por determinação legal, de um destino ambientalmente adequado e documentado. O instrumento que garante essa rastreabilidade chama-se MTR. E ignorar a sua obrigatoriedade pode custar caro.

CADRI: passo a passo completo para sua empresa não cometer erros na gestão de resíduos

Toda empresa que gera resíduos de interesse ambiental no Estado de São Paulo precisa emitir o CADRI. Não existe meio-termo, não existe alternativa. Sem esse documento, qualquer movimentação de resíduo classificado como perigoso ou de impacto ambiental significativo se torna, automaticamente, uma infração. As consequências vão de multas que podem ultrapassar R$ 50 milhões até a paralisação total das operações e responsabilização criminal dos gestores.

O que é o CADRI e quando sua empresa precisa emitir um

Se a sua empresa gera resíduos industriais, de saúde ou qualquer outro tipo de material considerado de interesse ambiental no estado de São Paulo, existe um documento que não pode ser ignorado: o CADRI. Desconhecer a obrigação não isenta ninguém das penalidades. E as consequências para quem opera sem o CADRI em dia vão desde multas pesadas até a paralisação das atividades.
Neste artigo, você vai entender o que é o CADRI, para que ele serve, quais resíduos estão sujeitos a ele, quem precisa emitir e o que mudou na legislação em 2025.

FDSR x FISPQ: qual a diferença entre as duas fichas de segurança de resíduos químicos

Toda empresa que lida com produtos ou resíduos químicos perigosos já se deparou com a dúvida: qual dessas fichas preciso apresentar? A confusão entre FDSR x FISPQ é mais comum do que parece e cometê-la pode custar caro.

CADRI: o que é, para quem é obrigatório e como tirar o certificado

Toda empresa que gera resíduos industriais no Estado de São Paulo precisa conhecer uma sigla que pode fazer a diferença entre operar dentro da lei ou enfrentar autuações milionárias: o CADRI. Embora o termo apareça com frequência em auditorias ambientais e vistorias da CETESB, muitos gestores ainda chegam despreparados quando o assunto vem à tona.