Carta de anuência para transporte de resíduos: quando é exigida e como solicitar

O gestor ambiental que chega ao portal da CETESB para solicitar o CADRI pela primeira vez costuma enfrentar a mesma surpresa: a obrigação de apresentar um documento emitido não pela própria empresa, não pelo órgão ambiental, mas pela empresa destinatária dos resíduos. Esse documento é a carta de anuência — e compreender exatamente o que ela é, quando é obrigatória e como obtê-la é o que separa um processo de CADRI aprovado em 30 a 60 dias de um processo travado, indeferido ou que expõe a empresa geradora a autuações.

Embalagens de agrotóxico em operações industriais: o que a logística reversa exige

Existe uma categoria de resíduo que muitas operações industriais, distribuidoras, armazéns e empresas de controle de pragas geram de forma recorrente — e que raramente recebe a gestão que a lei determina. Embalagens de agrotóxico usadas em processos industriais, em manutenção de instalações, em controle vetorial e em operações agrícolas integradas à cadeia de abastecimento não desaparecem quando o produto é consumido. Elas se transformam em resíduo perigoso com obrigações legais específicas, cadeia de responsabilidade compartilhada e penalidades criminais para quem ignora essas obrigações.

Resíduos de manutenção predial: quando o entulho limpo vira resíduo perigoso

O técnico de manutenção troca uma lâmpada fluorescente e joga no lixo comum. O pintor descarta os restos de tinta e o solvente usado na lata vazia que vai para a caçamba de entulho. A equipe de reformas empilha telhas retiradas da cobertura junto com tijolos e fragementos de argamassa. O encanador descarta trapos encharcados de óleo lubrificante misturado ao entulho de alvenaria que sobrou do reparo. Cada uma dessas cenas acontece todos os dias em condomínios residenciais, shoppings, hospitais, indústrias, escritórios e em qualquer edificação que passa por manutenção ou pequena reforma no Brasil.

Laudo fotográfico ambiental: quando ele é exigido e o que deve conter

Quando o fiscal da CETESB ou o agente do IBAMA chega a uma instalação industrial, a primeira coisa que ele faz não é verificar papéis. É olhar. Observar as áreas de armazenamento, os pontos de geração de resíduos, os sistemas de controle de poluição, o estado das embalagens, a sinalização dos recipientes. O que ele vê naquele momento pode confirmar — ou contradizer — tudo o que está escrito nos documentos de conformidade ambiental da empresa.

Contaminação do solo por resíduo industrial: responsabilidade, custos e como evitar

O solo debaixo da sua fábrica tem memória. Tudo o que foi descartado de forma inadequada ao longo dos anos — efluentes industriais lançados sem controle, resíduos químicos acumulados em áreas não licenciadas, vazamentos de produtos corrosivos — permanece no subsolo muito depois que o responsável acredita ter encerrado o problema.

Por que o descarte errado de químicos pode contaminar o lençol freático

Existe uma trajetória invisível que começa no tambor de solvente descartado no fundo de um galpão, na embalagem de produto químico jogada em caçamba comum, no efluente industrial lançado no solo do pátio traseiro de uma fábrica. Essa trajetória percorre o subsolo em silêncio, atravessa camadas de terra e rocha e chega, meses ou décadas depois, ao lençol freático que abastece poços, nascentes e sistemas de saneamento de comunidades inteiras.

Coprocessamento de resíduos: a alternativa sustentável ao aterro que reduz custos e passivo ambiental

Toda empresa que gera resíduos industriais enfrenta, cedo ou tarde, a mesma questão: para onde vai esse material? Durante décadas, a resposta padrão foi o aterro industrial.