Resíduos infectantes Grupo A5: o que são príons, por que exigem incineração e quem gera esse resíduo

A autoclave destruiu as bactérias. Destruiu os vírus. Destruiu os fungos. Mas não destruiu o príon. O material foi reprocessado seguindo o protocolo padrão de esterilização, reembalado, esterilizado de novo, e o príon ainda estava lá — inerte à temperatura, ao vapor, à pressão, à radiação ultravioleta. Dois pacientes submetidos a procedimentos neurocirúrgicos subsequentes com aqueles instrumentos adoeceram. Anos depois, o mesmo instrumento testado em chimpanzés produziu o mesmo resultado. A infectividade do príon resistiu a tudo o que a esterilização convencional tinha a oferecer.

Gestão de resíduos no setor farmacêutico

Gestão de resíduos no setor farmacêutico: o que a ANVISA e a PNRS exigem da sua empresa O setor farmacêutico gera resíduos que vão muito além de embalagens e papéis. Medicamentos vencidos, matérias-primas fora de especificação, solventes de síntese, reagentes de laboratório e embalagens primárias contaminadas são resíduos com características perigosas — e o seu … Ler mais

PGRSS em clínicas de hemodiálise: estrutura mínima exigida e documentos obrigatórios

A fiscalização da Vigilância Sanitária chega sem aviso. O auditor pede o PGRSS. O gestor abre a gaveta, entrega um documento elaborado há quatro anos, com o nome de outro responsável técnico e sem qualquer referência à RDC ANVISA nº 222/2018. O resultado é previsível: autuação, prazo de adequação e, a depender do histórico do estabelecimento, risco de interdição parcial das atividades.

Incineração de animais mortos em estabelecimentos veterinários: o que a legislação exige

O óbito acontece durante uma cirurgia de emergência. O tutor está em choque. O médico-veterinário precisa comunicar a perda, registrar o atestado de óbito e, em seguida, tomar uma decisão que a maioria dos estabelecimentos veterinários ainda trata com descaso: o que fazer com o corpo do animal.

Resíduos de construção em reformas hospitalares: PGRCC ou PGRSS — qual plano se aplica

Uma construtora vence a licitação para reformar uma ala de oncologia. Paredes são derrubadas, pisos substituídos, tubulações trocadas. No meio do canteiro, entulho se acumula lado a lado com restos de materiais que tiveram contato com ambientes de alto risco biológico. A obra termina. Os resíduos de construção são despachados como entulho comum. Semanas depois, chega a autuação da CETESB.

A Papelada que Ninguém Mostra: Todos os Documentos que sua Empresa Precisa para Gerenciar Resíduos sem Risco de Autuação

Todo ano, empresas de diferentes setores são autuadas por órgãos ambientais não porque descartaram resíduos de forma errada, mas porque não tinham os documentos certos para provar que fizeram tudo correto. A fiscalização da CETESB, do IBAMA e das vigilâncias sanitárias municipais não se limita a verificar o que acontece com o resíduo. Ela verifica, antes de tudo, o conjunto de documentos que registram cada etapa do processo, do momento em que o material é gerado até o instante em que sua destinação final é comprovada.

Lodo de ETE hospitalar: o que diferencia o tratamento exigido do lodo industrial

Todo hospital gera efluentes. E todo sistema de tratamento de efluentes gera lodo. Até aqui, nenhuma novidade. O problema começa quando o gestor do estabelecimento de saúde trata o lodo hospitalar da mesma forma que trataria o lodo de uma estação de tratamento de efluentes de uma fábrica de alimentos ou de uma planta química. As diferenças entre esses dois materiais são técnicas, regulatórias e sanitárias — e ignorá-las é o caminho mais direto para uma autuação da CETESB, do IBAMA ou da própria ANVISA.

Resíduo de serviço de saúde Grupo E: O que é o perfurocortante que ninguém vê

A gestão de resíduos em ambientes de saúde exige um olhar clínico que vai além do que é óbvio. Entre as diversas classificações estabelecidas pela ANVISA e pelo CONAMA, o Grupo E desperta uma atenção especial por sua periculosidade intrínseca. Trata-se do material perfurocortante, um tipo de resíduo que, se negligenciado, torna-se uma arma invisível contra a saúde dos colaboradores e a integridade do meio ambiente.

Destinação Final: O Elo Crucial Entre a Coleta e a Segurança Ambiental

No universo do gerenciamento de resíduos, existe uma confusão comum entre o ato logístico de retirar o material de um local e o processo técnico de encerrar seu ciclo de periculosidade. Compreender o que é a destinação final e por que ela se diferencia drasticamente de uma simples coleta de lixo é o primeiro passo para garantir a conformidade jurídica e a integridade ecológica de qualquer empresa.