Resíduos do setor alimentício: obrigações que indústrias de alimentos ignoram

Existe um equívoco estrutural dentro de muitas fábricas de alimentos no Brasil. O gestor que cuida meticulosamente da rastreabilidade do produto, que mantém a linha de produção dentro dos critérios da ANVISA e que orgulhosamente exibe certificações de qualidade frequentemente desconhece o que acontece com os resíduos gerados no processo — e, sobretudo, desconhece as obrigações legais que recaem sobre ele como gerador. Resíduos alimentícios é apenas parte do problema. O universo de obrigações que incide sobre uma indústria de alimentos vai muito além da fração orgânica, e é exatamente nessa lacuna de conhecimento que residem os maiores riscos de autuação, embargo e responsabilização criminal.

Contaminação do solo por resíduo industrial: responsabilidade, custos e como evitar

O solo debaixo da sua fábrica tem memória. Tudo o que foi descartado de forma inadequada ao longo dos anos — efluentes industriais lançados sem controle, resíduos químicos acumulados em áreas não licenciadas, vazamentos de produtos corrosivos — permanece no subsolo muito depois que o responsável acredita ter encerrado o problema.

O que é o POP ambiental e por que ele reduz acidentes e passivos na sua operação

A maioria das autuações ambientais que chegam ao IBAMA e à CETESB não nasce de sabotagem nem de descaso declarado. Elas nascem de um documento que não existe, está desatualizado ou foi elaborado de forma genérica demais para ter qualquer utilidade prática. Esse documento é o POP ambiental — e sua ausência custa muito mais do que sua elaboração.

RDC ANVISA 222/2018: O Marco Regulatório que Redefiniu a Gestão de Resíduos de Saúde

A conformidade com as normas sanitárias é o pilar de sustentação para qualquer estabelecimento que preste serviços de assistência à saúde no Brasil. O principal instrumento balizador deste setor é a RDC ANVISA 222/2018, um regulamento técnico que estabelece as diretrizes nacionais para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (RSS). Esta RDC surgiu para unificar procedimentos e garantir que o descarte de materiais biológicos, químicos e perfurocortantes não comprometa a saúde pública nem a integridade do ecossistema. Na Seven Resíduos, compreendemos que a cultura de uma empresa é o conjunto de valores e práticas que definem como os desafios são enfrentados. Por isso, nossa abordagem técnica para atender aos requisitos da RDC é pautada na excelência e no esforço coletivo.

Quando o erro no descarte de resíduos vira crime ambiental com pena de reclusão

Existe um momento exato em que um erro operacional deixa de ser apenas uma irregularidade administrativa e passa a ser um crime com pena de reclusão. Esse momento ocorre quando o descarte indevido de resíduos causa poluição, coloca em risco a saúde pública ou viola normas ambientais com conhecimento de quem o pratica. E o pior: a lei brasileira não poupa nem os gestores que não descartaram o resíduo com as próprias mãos, mas que sabiam do problema e deixaram de agir.

Resíduos de serviços de saúde: os cinco grupos que toda equipe precisa conhecer

Hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias de manipulação, consultórios veterinários, centros de diagnóstico por imagem, serviços de hemodiálise. Todos esses estabelecimentos têm algo em comum além da missão de cuidar da saúde: todos geram resíduos de saúde que precisam ser classificados, segregados, acondicionados e destinados com rigor técnico e legal.

DMR: a declaração de movimentação de resíduos que sua empresa precisa emitir todo ano

Existe um documento que a fiscalização ambiental vai cobrar da sua empresa trimestre a trimestre, ano após ano, e que ainda hoje passa despercebido na rotina de boa parte dos gestores: a DMR. A Declaração de Movimentação de Resíduos não é uma formalidade optativa. É uma obrigação legal com prazo fixo, e o seu descumprimento abre caminho para multas, embargos e complicações que podem paralisar operações inteiras.

Como funciona o transporte de resíduos perigosos e o que a ANTT exige do contratante

Contratar um caminhão para retirar resíduos perigosos da sua empresa não é uma transação comercial comum. É uma operação regulada por um conjunto extenso de normas federais, com fiscalização de múltiplos órgãos e responsabilidade solidária entre contratante e transportador. Isso significa, na prática, que se a carga for transportada em desconformidade com a lei, a empresa geradora responde junto com o transportador — independentemente de ter conhecimento da irregularidade.

Logística reversa no Brasil: quem é obrigado a participar e quais as penalidades

Muitas empresas ainda tratam a logística reversa como uma iniciativa voluntária, um gesto de responsabilidade ambiental optativo. Não é. No Brasil, a logística reversa é obrigação legal estabelecida desde 2010 pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, reforçada pelo Decreto Federal nº 10.936/2022, aprofundada pelo Decreto nº 11.413/2023 e diretamente vinculada ao licenciamento ambiental de empresas em todo o território nacional.

Gestão de resíduos em laboratórios: as exigências que a ANVISA não abre exceção

Um laboratório de análises clínicas, de pesquisa ou de diagnóstico não é um estabelecimento qualquer do ponto de vista regulatório ambiental. As atividades desenvolvidas nesses ambientes geram simultaneamente resíduos biológicos, químicos, perfurocortantes e, em alguns casos, radioativos — às vezes no mesmo procedimento. Essa multiplicidade de categorias de risco é exatamente o que torna os resíduos de laboratórios um dos temas mais complexos e mais fiscalizados dentro do marco da RDC ANVISA nº 222/2018.