Resíduo Grupo D em estabelecimento de saúde: o que é e por que ele não é lixo comum

Existe uma armadilha silenciosa dentro de hospitais, clínicas, laboratórios e consultórios em todo o Brasil. Ela não está nos sacos brancos leitosos, nem nos recipientes para perfurocortantes. Está justamente onde ninguém costuma olhar com atenção: no papel do banheiro, na embalagem descartada na recepção, no gesso ortopédico retirado de um paciente, nas sobras do almoço da enfermaria. São materiais que, à primeira vista, parecem lixo doméstico. Mas dentro de um estabelecimento de saúde, nenhum resíduo é apenas lixo. E entender o porquê disso é o primeiro passo para uma gestão ambiental que protege a instituição, os trabalhadores e o meio ambiente.

O que é incineração de alta temperatura e quando ela é a única saída legal para um resíduo

Existe uma pergunta que gestores ambientais e responsáveis técnicos de indústrias, hospitais e laboratórios evitam fazer em voz alta — mas que a legislação brasileira responde com precisão cirúrgica: o que fazer com um resíduo que não pode ser aterrado, não pode ser reciclado e não pode simplesmente desaparecer?
A resposta, em muitos casos, tem nome e temperatura: incineração.

Laudo SIMA 145: o que é, quem precisa e qual a diferença para o laudo NBR 10004

O gerente de meio ambiente recebe a proposta da empresa de coprocessamento. Tudo parece em ordem: contrato assinado, coleta programada, preço fechado. Então o representante da cimenteira pergunta: “Vocês têm o Laudo SIMA 145?” O gerente olha para o seu colega. Nenhum dos dois sabe o que é.

CADRI vencido: consequências, multas e como regularizar

O CADRI — Certificado de Aprovação de Destinação de Resíduos Industriais — é o documento que autoriza legalmente a destinação dos resíduos industriais gerados em São Paulo. Quando ele vence, a empresa não cai em uma “zona cinzenta”: ela está em descumprimento imediato da legislação ambiental estadual, exposta a multas, embargos e responsabilidade penal dos … Ler mais

Resíduos de galvanoplastia: classificação, toxicidade e cadeia documental obrigatória

O auditor da CETESB entra na galvânica com uma lista de verificação. Ele quer saber o que acontece com os banhos exauridos, o lodo do sistema de tratamento, os resíduos de cianeto e os compostos cromados gerados no processo. O gestor apresenta contratos de coleta. O auditor pergunta pelo Laudo NBR 10004. O gestor não tem. Pergunta pelo CADRI. Não tem. Pergunta pelo FDSR que deveria acompanhar o transporte do último mês. Não tem.

Como o SINIR e o SIGOR se comunicam e o que isso significa para empresas de SP

O gestor ambiental de uma indústria paulista emite o MTR no SIGOR, o resíduo sai do pátio, chega ao destinador, e o ciclo parece encerrado. Semanas depois, chega a notificação da CETESB: o destinador não deu aceite no sistema dentro do prazo. A movimentação está inconsistente. A empresa está em infração.

Resíduos de tintas base solvente versus base água: classificações diferentes e destinos distintos

O almoxarifado de uma construtora tem, prateleira por prateleira, sobras de dois tipos de tinta: latas de esmalte sintético com solvente orgânico e baldes de tinta acrílica à base d’água. Ambos os produtos cumpriram sua função. Ambos estão parcialmente utilizados. E ambos precisam ser descartados quando a obra termina.

Fluido de corte e óleo de usinagem: como classificar e para onde mandar

Toda planta industrial que opera torneamento, fresamento, furação ou retificação conhece bem o fluido de corte. Ele está presente em praticamente todas as operações de usinagem do país — lubrificando ferramentas, dissipando calor, prolongando a vida útil de brocas e fresas. O que a maioria dos gestores ainda não sabe com clareza é o que fazer com esse material quando ele deixa de servir ao processo.

PGRSS em clínicas de hemodiálise: estrutura mínima exigida e documentos obrigatórios

A fiscalização da Vigilância Sanitária chega sem aviso. O auditor pede o PGRSS. O gestor abre a gaveta, entrega um documento elaborado há quatro anos, com o nome de outro responsável técnico e sem qualquer referência à RDC ANVISA nº 222/2018. O resultado é previsível: autuação, prazo de adequação e, a depender do histórico do estabelecimento, risco de interdição parcial das atividades.