Resíduos de galvanoplastia: classificação, toxicidade e cadeia documental obrigatória

O auditor da CETESB entra na galvânica com uma lista de verificação. Ele quer saber o que acontece com os banhos exauridos, o lodo do sistema de tratamento, os resíduos de cianeto e os compostos cromados gerados no processo. O gestor apresenta contratos de coleta. O auditor pergunta pelo Laudo NBR 10004. O gestor não tem. Pergunta pelo CADRI. Não tem. Pergunta pelo FDSR que deveria acompanhar o transporte do último mês. Não tem.

Resíduos de tintas base solvente versus base água: classificações diferentes e destinos distintos

O almoxarifado de uma construtora tem, prateleira por prateleira, sobras de dois tipos de tinta: latas de esmalte sintético com solvente orgânico e baldes de tinta acrílica à base d’água. Ambos os produtos cumpriram sua função. Ambos estão parcialmente utilizados. E ambos precisam ser descartados quando a obra termina.

PGRSS em clínicas de hemodiálise: estrutura mínima exigida e documentos obrigatórios

A fiscalização da Vigilância Sanitária chega sem aviso. O auditor pede o PGRSS. O gestor abre a gaveta, entrega um documento elaborado há quatro anos, com o nome de outro responsável técnico e sem qualquer referência à RDC ANVISA nº 222/2018. O resultado é previsível: autuação, prazo de adequação e, a depender do histórico do estabelecimento, risco de interdição parcial das atividades.

Incineração de animais mortos em estabelecimentos veterinários: o que a legislação exige

O óbito acontece durante uma cirurgia de emergência. O tutor está em choque. O médico-veterinário precisa comunicar a perda, registrar o atestado de óbito e, em seguida, tomar uma decisão que a maioria dos estabelecimentos veterinários ainda trata com descaso: o que fazer com o corpo do animal.

Como funciona uma operação de fiscalização ambiental surpresa em São Paulo

São nove da manhã de uma terça-feira comum. Dois técnicos da CETESB se apresentam na portaria de uma indústria metalúrgica de médio porte na Grande São Paulo. Não há agenda prévia. Não houve aviso. A identificação funcional é apresentada, a entrada é solicitada com base no poder legal de acesso garantido pela Resolução SMA nº 32/2010 — e a empresa tem noventa segundos para decidir se vai cooperar ou dificultar o acesso, sendo que dificultar é, por si só, uma infração.

Agulhas e lâminas usadas na manutenção industrial: o descarte que ninguém fala

Existe um resíduo dentro de praticamente toda planta industrial do Brasil que vai parar no lixo comum todos os dias. Não por má intenção — por desconhecimento. É a lâmina de estilete trocada na manutenção do corte de materiais. É a agulha de pistola pneumática de graxa descartada depois de um serviço de lubrificação. É o bisturi descartável usado no ambulatório para limpeza de ferida do operador. É o prego enferrujado retirado de uma estrutura durante uma reforma e jogado na caçamba com entulho.

Incineração industrial: quando ela é a única saída legal para o resíduo

Existe um conjunto de resíduos para os quais o aterro é proibido, o coprocessamento é vedado, a reciclagem é tecnicamente impossível e o armazenamento indefinido é uma infração que cresce a cada dia que passa. Para esses materiais, o gestor industrial não escolhe o destino. O destino já foi escolhido pela lei — e ele se chama incineração industrial.

Coleta de resíduos infectantes: o que a lei exige — e o que sua empresa não pode ignorar

Nenhum estabelecimento de saúde está acima da lei quando o assunto é resíduos infectantes. A frequência de coleta, o tipo de veículo autorizado e a responsabilidade do gerador não são escolhas operacionais: são obrigações legais com prazo, critério e sanção. Quem trata esses pontos como detalhe administrativo corre o risco de descobrir — durante uma fiscalização da ANVISA, da CETESB ou do IBAMA — que ignorância não cancela autuação.

Lei de Crimes Ambientais: os artigos que mais resultam em autuação de empresas geradoras de resíduo

Toda semana, em algum lugar do Brasil, um gestor recebe a notícia que nenhum empresário quer ouvir: um auto de infração lavrado pela CETESB, pelo IBAMA ou pelo Ministério Público, com base na Lei de Crimes Ambientais. O documento na gaveta não protegeu a empresa. O resíduo descartado sem rastreabilidade não passou despercebido. E agora a conta chegou — com juros, com risco penal e com o nome da empresa no sistema de infratores.

Aterro Industrial Classe I: o que diferencia esse destino do aterro sanitário comum

Existe uma confusão que custa caro a muitas empresas brasileiras todos os anos. O gestor assina uma ordem de coleta, o caminhão sai do pátio carregado, e a empresa acredita que cumpriu sua obrigação. O problema começa quando o resíduo perigoso que saiu daquele pátio vai parar em um destino que não estava autorizado a recebê-lo. A diferença entre um aterro industrial Classe I e um aterro sanitário comum não é um detalhe burocrático. É a linha que separa a conformidade ambiental de uma autuação com multa que pode chegar a R$ 50 milhões.